quinta-feira, abril 06, 2006

O nosso drama...

é que a oposição nunca se fica atrás na asneira. António Pires de Lima, do CDS, anunciou ontem ao mundo que o Governo não sabe quantos funcionários públicos existem. Ora, há décadas que o Estado não sabe isso, nem há memória de o Governo de que fazia parte o CDS tivesse feito algo para contar os funcionários públicos.
Mas o pior nem é isso. O pressuposto de Pires de Lima é que o Governo está a fazer as coisas de forma atabalhoada, pois quer reduzir o número de funcionários sem saber quantos tem. Acontece que o Governo anunciou uma reforma do Estado, mas teve o cuidado de nunca dizer que ia dispensar funcionários. Porque, simplesmente, não sabe se o pode fazer, se tem coragem para o fazer, se o quer fazer.
E eis a tradicional maneira de discutir coisas sérias em Portugal. O Governo fala em alhos, o CDS em bogalhos.
[Já ontem, o PCP tinha dado uma conferência de imprensa para anunciar que o plano do Governo implicava a dispensa de cento e tal mil funcionários. Um espanto.]

7 Comments:

Blogger Assur said...

Às vezes o silêncio é de ouro.

10:13 da tarde  
Blogger Alexandre Dias Pinto said...

Ide ler o post “Filosofia e Direita” ao Tonel de Diógenes (http://toneldiogenes.blogspot.com). Mas ide protegidos.

10:17 da tarde  
Blogger maloud said...

Até na estupidez os extremos se tocam.

11:38 da manhã  
Anonymous M said...

...

3:08 da tarde  
Blogger JG. said...

Meu caro JMF,

O Estado até tentou monitorizar o número de funcionários públicos, através de dois recenseamentos nos tempos do Guterres, mas esse trabalho foi concluído em 2000/2001 e nunca mais foi actualizado... oficialmente!!!

Recentemente, e no âmbito do PRACE, embora muita gente não tenha percebido isso, foi feito um levantamento dos funcionários adstrictos aos serviços passíveis de serem fundidos nas denominadas "unidades de serviços partilhados"!

Que eles sabem, é um facto! Quantos vão sair através dos diversos mecanismos de mobilidade horizontal, é que ninguém ainda tem uma ideia. Porque, e o mal disto tudo reside aqui, sem funcionários não há chefias!!!

Por outro lado, o princípio da mobilidade vai servir para colmatar muitos serviços com sérias lacunas em termos de recursos humanos, embora tenha que ser implementado um programa de requalificação profissional.

Saudações,

JG.

7:22 da tarde  
Blogger 1313 said...

"sem funcionários não há chefias!!!"

Postou anteriormente e inocentemente o IG., sem saber por certo que há e haverá sempre chefias, mesmo que os chefes não sirvam para nada útil e que as respectivas produções de riqueza vá pouco além do picar o ponto e do alisar da gravata.

Por exemplo na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro há uma Divisão que é o Laboratório de Análise de Águas e Efluentes com CHEFE (à espera do papel ok-reforma) MAS SEM QUISQUER FUNCIONÁRIOS TÉCNICOS.
Os "funcionários" existentes, ou seja os técnicos que fazem análises (analistas) e que asseguram os serviços permanentes daquela divisão, são recibos verdes e/ou estagiários.
O chefe não faz análises, apenas observa, e assina o que os outros fazem (chefia).
Isto dura há anos.

Como dantes não aconteceu nada, agora também nada acontecerá.

Saudações

3:12 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

que saudades do tempo em que tu e a tua sensacional esposa desfilavam no pcp.

5:49 da tarde  

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