quinta-feira, novembro 03, 2005

As fugas de informação

Consoante dá mais ou menos jeito, surgem queixas ruidosas contra as fugas de informação de investigações judiciais. Seja porque se soube de revistas a casa de um influente personagem político, seja porque foi soprada a investigação a uma ou mais instituiçõs bancárias e financeiras, seja pelo que seja.
A verdade é que eu prefiro uma sociedade em que uma corporação de investigação judicial, neste caso a PJ, decide por cá fora o que anda a fazer, para demonstrar que alguma coisa anda de facto a fazer, do que o código de omerta que alguns preferem.
É certo e sabido que o pouco amadurecimento da sociedade democrática, com a consequente falta de independência, ainda, entre os diversos poderes, leva a que em Portugal seja mais que regra que uma investigação a poderosos não dê em nada (isto é, numa sentença judicial acusatória transitada em julgado).
Posto isto, prefiro que as corporações, em guerra umas com as outras (PJ vs Ministério Público e assim por diante) deixem que o público vá sabendo o que fazem...
Máxima liberdade com máxima responsabilidade. Que quem meta a pata na poça seja depois chamado à pedra.

2 Comments:

Blogger Isabel De Salamanca said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

4:02 da tarde  
Blogger PG said...

Caro Martim Silva,
A mim não me dá jeito nem deixa de dar as fugas de informação, como calcula: critico-as todas.

Acontece que não s etrata de uma questão de «preferência» entre o silêncio e a divulgação todo-o-terreno.

Ficámos, caro MS, realmente,a saber alguma coisa? Exactamente o quê? E para quê?

Um abraço,
Paulo

7:10 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home